Resumo
Este artigo analisa a arquitetura carioca do alvorecer da República Velha (1889-1914) como representação simbólica de poder. A investigação articula o estudo das obras ao campo profissional, compreendido como arena de disputas pela produção da arquitetura como bem simbólico. Demonstra-se que a hegemonia das linguagens Eclética e Art Nouveau, pautada pelo ideal de progresso, refletia estratégias de distinção social de uma burguesia emergente. Conclui-se que o sucesso dos arquitetos da ENBA no Concurso de Fachadas da Avenida Central impulsionou o despertar do campo arquitetônico nacional, consolidando o protagonismo desses profissionais na modernização urbana do Rio de Janeiro.
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