Resumo
Este artigo discute a transformação da geoinformação no século XXI, destacando sua passagem de representações materiais para formas digitais, dinâmicas e amplamente desmaterializadas. A partir de um percurso histórico que vai dos primeiros mapas do século XVI às técnicas modernas de aerofotogrametria, sensoriamento remoto, GNSS e gêmeos digitais, busca-se evidenciar como a evolução tecnológica ampliou exponencialmente as possibilidades de análise e gestão territorial. Contudo, essa mesma desmaterialização e rapidez de produção levantam preocupações quanto à sua efemeridade e preservação futura. O texto conclui refletindo sobre a necessidade de curadoria e conservação da geoinformação como produto cultural, científico e artístico, fundamental para que as gerações futuras compreendam e deem continuidade ao conhecimento produzido no presente.
Referências
CZAJKOWSKI, JORGE (Org.). Do Cosmógrafo ao Satélite: Mapas da Cidade do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro: Centro de Arquitetura e Urbanismo, 2000.

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